terça-feira, 9 de outubro de 2012

 
 
 

Software Livre: um movimento democrático pelo conhecimento tecnológico

 
 
 
 
      O  advento da internet e a sua expansão tem promovido nessas últimas décadas a disseminação da informação, deixando de ser um privilégio apenas da indústria. Através da rede, podemos obter e emitir informação, o que tem promovido uma transformação de ordem social, política e cultural, na sociedade contemporânea mundial.
  Considerando o conhecimento um bem fundamental da humanidade, a internet vem em muito contribuir para a diminuição das disparidades sociais entre os povos. Nesse sentido, o software livre possibilita o compartilhamento do conhecimento  promovendo a liberdade do uso, a reprodução sem ônus, bem como as modificações que os usuários quiserem fazer e a redistribuição. Ao usar um software livre, nos tornamos simultaneamente receptores, autores e produtores do conhecimento, sem contudo sermos os donos. Isso graças, ao acesso disponibilizado do código-fonte pelos idealizadores do software, transformando, dessa forma,  o programa em um bem público e disponível para qualquer pessoa utilizá-lo da maneira que lhe for mais coveniente. Ao contrário do software livre, o software proprietário não nos permite fazer qualquer modificação uma vez que não temos acesso ao seu código-fonte. 
     A decisão de Richard Stallman em produzir um sistema operacional independente de licenças proprietárias de uso, veio realmente democratizar o acesso ao conhecimento tecnológico e ao desenvolvimento da inteligência coletiva, promovendo assim  a superação das disparidades sociais a partir da integração dos saberes.
    Inconformados com esse novo cenário, estão as grandes corporações que tem perdido espaço na arrecadação de  pagamentos de royalties. Com certeza, esses grupos estão na contra-mão do processo participativo em construir o conhecimento e proporcionar a independência da sociedade da informação e comunicação.
     Ámadeu (2004) cita cinco argumentos relevantes para que um país opte pelo uso de softwares livres: a macroeconomia, a segurança, a autonomia tecnológica, a independência de fornecedores e a democracia. Ao escolher o uso de software com código aberto através de políticas públicas, o país   possibilita a participação  indiscriminada das pessoas na cibercultura, promovendo o desenvolvimento social, cultural e político da  nação.   





 

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