segunda-feira, 26 de março de 2012



                  Refletindo a partir das ideias de Zygmunt Bauman 


         As mudanças pelas quais a sociedade contemporânea tem vivenciado se caracterizam principalmente pela velocidade com que elas acontecem.  Percebemos que elas ocorrem ao mesmo tempo e em todas as direções, seja na área social, econômica ou política. 
           É certo que estamos vivendo na era da instantaneidade, já que o que é "novo" hoje, amanhã pode ser "velho". Diferente do que acontecia em tempos passados, não podemos mais traçar planos para serem alcançados a longo prazo ou, corremos o risco de ficarmos para trás na sociedade contemporânea. De acordo com Bauman, a vida deve ser planejada em episódios, o que significa que devemos redefinir constantemente os nossos projetos de vida.
             Não podemos delimitar em que momento atravessamos  a modernidade  e chegamos a pós-modernidade, até porque para alguns a revolução pós-moderna ainda não aconteceu. Podemos transitar em espaços que ainda não efetivaram as mudanças ocorridas no mundo da informação, como é o caso da escola. Ainda vivenciamos a prática da educação "bancária", onde o professor "transmite" o conhecimento e o aluno passivamente "aprende". O contraditório é que esse aluno passivo  é o mesmo que , no espaço extraclasse, interage nas redes sociais de forma dinâmica e criativa.
      Na sociedade contemporânea nos comunicamos através de relações de interdependência, isto é dependemos uns dos outros, o que torna o mundo um único país. E,  se por um lado o desenvolvimento tecnológico tem proporcionado uma comunicação ubíqua, por outro, o homem tem se sentido cada vez mais solitário, uma vez que a sociedade de consumo tem proporcionado a individualização humana. O que quer dizer que estamos voltados para nós mesmos, fechados no nosso mundo. Nesse contexto, as relações de afeto são frágeis, pois podem se romper a qualquer instante. 
            Na sociedade contemporânea, o ser humano está marcado pela angústia  diante do dilema por uma vida recompensadora e feliz. E esse dilema consiste em encontrar uma equação de equilíbrio entre a segurança e a liberdade, entre o ser e o estar. 












          

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