segunda-feira, 21 de maio de 2012


 Inclusão Social


          Ao longo do tempo, a sociedade tem se mobilizado no sentido de promover a participação social dos idosos e pessoas com alguma deficiência, seja auditiva, visual, locomotora, cerebral, etc.. Algumas ações vêm sendo colocadas em prática, mas podemos perceber que não têm resolvido a questão. Um exemplo disso é a doação, por parte do governo, de cadeira de rodas para as pessoas deficientes e que não têm recursos para comprar. Todavia, essas pessoas muitas vezes não têm condições de se locomover por causa das calçadas que são inapropriadas ou porque a plataforma elevatória dos ônibus, para cadeirante, está quebrada. Assim, não adianta o benefício se a pessoa não tem condições de andar. É preciso que as calçadas sejam adequadas pra o trânsito, de todos,  que os meios de transporte coletivos estejam em condições de acesso, bem como toda a estrutura que permita o uso desse serviço. Outro exemplo: no Campus Salvador, do IFBA, tem alunos com deficiência auditiva, intérprete da língua de sinais na sala de aula, contudo os professores falam que o processo de ensino e o de aprendizagem não têm sido satisfatórios. Que inclusão é essa?. Penso que se o governo impõe a inclusão nas escolas, é preciso que dê condições para que essa inclusão seja verdadeira e não uma ação que vai machucar mais do que se a pessoa não tivesse acesso à escola, pois uma sala com aproximadamente quarenta alunos e professores desqualificados para essa prática torna-se frustrante, tanto para o professor quanto para o aluno. Por outo lado, tenho pensado numa frase que Bonilla me falou, na semana passada: “toda inclusão é excludente”. No texto “A Tecnologia Assistiva: de que se trata?”, Teófilo Galvão Filho (2009) se refere ao conceito de Desenho Universal “que trás consigo a ideia de que todas as realidades, ambientes, recursos, etc., na sociedade humana, devem ser concebidas, projetados, com vistas à participação, utilização e acesso de todas as pessoas”, ou seja, as situações são projetadas para todos, com ou sem necessidade especial, sem estabelecer uma realidade de segregação para as pessoas idosas ou com alguma limitação. Se a sociedade avançar nesse sentido, não cometerá mais o equívoco da inclusão perversa que temos presenciado e então, se transformará numa sociedade naturalmente inclusiva.  


       Quanto aos recursos tecnológicos que têm sido desenvolvidos para facilitar a independência e melhorar a qualidade de vida das pessoas com deficiência e  idosos, podemos perceber que muito têm ajudado, não só a essas pessoas, bem como aos familiares e cuidadores que fazem parte do seu dia-a-dia.

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