Inclusão Social
Ao longo do tempo, a sociedade tem se
mobilizado no sentido de promover a participação social dos idosos e pessoas com
alguma deficiência, seja auditiva, visual, locomotora, cerebral, etc.. Algumas ações vêm
sendo colocadas em prática, mas podemos perceber que não têm resolvido a
questão. Um exemplo disso é a doação, por parte do governo, de cadeira de rodas
para as pessoas deficientes e que não têm recursos para comprar. Todavia, essas
pessoas muitas vezes não têm condições de se locomover por causa das calçadas
que são inapropriadas ou porque a plataforma elevatória dos ônibus, para
cadeirante, está quebrada. Assim, não adianta o benefício se a pessoa não tem condições
de andar. É preciso que as calçadas sejam adequadas pra o trânsito, de todos, que os
meios de transporte coletivos estejam em condições de acesso, bem como toda a estrutura que permita o uso desse serviço. Outro exemplo: no
Campus Salvador, do IFBA, tem alunos com deficiência auditiva, intérprete da
língua de sinais na sala de aula, contudo os professores falam que o processo
de ensino e o de aprendizagem não têm sido satisfatórios. Que inclusão é essa?.
Penso que se o governo impõe a inclusão nas escolas, é preciso que dê condições
para que essa inclusão seja verdadeira e não uma ação que vai machucar mais do
que se a pessoa não tivesse acesso à escola, pois uma sala com aproximadamente
quarenta alunos e professores desqualificados para essa prática torna-se frustrante,
tanto para o professor quanto para o aluno. Por outo lado, tenho pensado numa
frase que Bonilla me falou, na semana passada: “toda inclusão é excludente”. No
texto “A Tecnologia Assistiva: de que se trata?”, Teófilo Galvão Filho (2009)
se refere ao conceito de Desenho Universal “que trás consigo a ideia de que
todas as realidades, ambientes, recursos, etc., na sociedade humana, devem ser
concebidas, projetados, com vistas à participação, utilização e acesso de todas
as pessoas”, ou seja, as situações são projetadas para todos, com ou sem
necessidade especial, sem estabelecer uma realidade de segregação para as
pessoas idosas ou com alguma limitação. Se a sociedade avançar nesse sentido, não
cometerá mais o equívoco da inclusão perversa que temos presenciado e então, se
transformará numa sociedade naturalmente inclusiva.
Quanto aos recursos tecnológicos que têm sido desenvolvidos para facilitar a independência e melhorar a qualidade de vida das pessoas
com deficiência e idosos, podemos perceber que muito têm ajudado, não
só a essas pessoas, bem como aos familiares e cuidadores que fazem parte do seu
dia-a-dia.
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