A Cidade Desplugada
Desde o surgimento da internet as mudanças
tecnológicas não param de acontecer e, não dá para fazer previsões sobre o
futuro da informação e comunicação. Atualmente vivemos a era do desenvolvimento
das mídias móveis que possibilitam a comunicação de qualquer lugar, a qualquer
tempo. Trata-se da computação ubíqua, pervasiva e senciente que tem transformado
as práticas sociais, a vivência nos espaços urbanos e a forma como produzimos e
consumimos a informação. Estamos falando de mobilidade. Em seu artigo
Cibercultura e Mobilidade: a Era da Conexão, Lemos (2004) define mobilidade
como sendo o movimento do corpo entre espaços, entre localidades, entre espaços
públicos e privados. E quando falamos em mobilidade pensamos imediatamente no
telefone celular, pois representa, hoje, o exemplo mais popular da tecnologia
móvel. Com a evolução da telefonia celular e a conexão da rede sem fio, o
espaço público está se configurando em espaço de fluxos, isto é, não precisamos
mais nos prender aos lugares fechados com acesso à rede, estamos nos transformando em verdadeiros
nômades da internet da sociedade contemporânea. Segundo Lemos, o celular passou
a ser o “teletudo” para a gestão móvel e informacional do quotidiano. Com ele,
podemos telefonar, enviar e receber mensagens, tirar fotos, acessar a internet,
ouvir música, assistir TV, enfim fazer tantas outras atividades que são
possíveis a partir da convergência de mídias. A desterritorialização é uma das consequências
das mudanças nas tecnologias de comunicação sem fio. Com isso, a mobilidade tem
modificado a forma das pessoas interagirem, alterando as relações sociais, familiares
e profissionais. O vídeo abaixo nos mostra um exemplo dessas mudanças.
Outra forma de acesso à internet sem fio que
tem se multiplicado rapidamente é a tecnologia WI-FI (Wireless Fidelity), que
tem reforçado a tendência mundial da conexão nômade. Podemos a partir de um hot spot, acessar a internet em diversos
locais, sejam shopping centers, cafés, aeroportos, hotéis, etc. Essa forma, mais
simples e rápida, de acesso a rede tem proporcionado as smart mobs que consiste na
mobilização de muitas pessoas em espaços urbanos para a realização de atos
públicos, sejam eles culturais ou políticos. De acordo com a avaliação dos
estudiosos na área da informação e comunicação, a mobilidade é a grande expectativa
para o futuro, haja vista a competitividade das empresas midiáticas que têm desenvolvido produtos cada
vez mais sofisticados e que permitem o acesso a informação em tempo real.
O propósito dos ciberativistas atualmente é o acesso
livre às redes WI-FI em todos os espaços públicos como praças, jardins, parques,
ônibus, consolidando
assim a “Cidade Desplugada”. Contudo, para que isso ocorra é preciso que a banda
larga seja uma realidade para todas as regiões e não apenas para as grandes
metrópoles.
Maria Helena: acredito que além de vontade e querência, precisamos de uma estrutura técnica qualificada para que haja essas cibercidades, conectividade e que de fato, sujeitos conectados no ciberespaço existam e se constituam profícuos e interativos!
ResponderExcluirAbraços!