terça-feira, 15 de maio de 2012


A Cidade Desplugada




     Desde o surgimento da internet as mudanças tecnológicas não param de acontecer e, não dá para fazer previsões sobre o futuro da informação e comunicação. Atualmente vivemos a era do desenvolvimento das mídias móveis que possibilitam a comunicação de qualquer lugar, a qualquer tempo. Trata-se da computação ubíqua, pervasiva e senciente que tem transformado as práticas sociais, a vivência nos espaços urbanos e a forma como produzimos e consumimos a informação. Estamos falando de mobilidade. Em seu artigo Cibercultura e Mobilidade: a Era da Conexão, Lemos (2004) define mobilidade como sendo o movimento do corpo entre espaços, entre localidades, entre espaços públicos e privados. E quando falamos em mobilidade pensamos imediatamente no telefone celular, pois representa, hoje, o exemplo mais popular da tecnologia móvel. Com a evolução da telefonia celular e a conexão da rede sem fio, o espaço público está se configurando em espaço de fluxos, isto é, não precisamos mais nos prender aos lugares fechados com acesso à  rede, estamos nos transformando em verdadeiros nômades da internet da sociedade contemporânea. Segundo Lemos, o celular passou a ser o “teletudo” para a gestão móvel e informacional do quotidiano. Com ele, podemos telefonar, enviar e receber mensagens, tirar fotos, acessar a internet, ouvir música, assistir TV, enfim fazer tantas outras atividades que são possíveis a partir da convergência de mídias. A desterritorialização é uma das consequências das mudanças nas tecnologias de comunicação sem fio. Com isso, a mobilidade tem modificado a forma das pessoas interagirem, alterando as relações sociais, familiares e profissionais. O vídeo abaixo nos mostra um exemplo dessas mudanças.




     Outra forma de acesso à internet sem fio que tem se multiplicado rapidamente é a tecnologia WI-FI (Wireless Fidelity), que tem reforçado a tendência mundial da conexão nômade. Podemos a partir de um hot spot, acessar a internet em diversos locais, sejam shopping centers, cafés, aeroportos, hotéis, etc. Essa forma, mais simples e rápida, de acesso a rede tem proporcionado as smart mobs  que consiste na mobilização de muitas pessoas em espaços urbanos para a realização de atos públicos, sejam eles culturais ou políticos. De acordo com a avaliação dos estudiosos na área da informação e comunicação, a mobilidade é a grande expectativa para o futuro, haja vista a competitividade das empresas  midiáticas que têm desenvolvido produtos cada vez mais sofisticados e que permitem o acesso a informação em tempo real.    
      O propósito dos ciberativistas atualmente  é o acesso livre às redes WI-FI em todos os espaços públicos como praças, jardins, parques, ônibus, consolidando assim a “Cidade Desplugada”. Contudo, para que isso ocorra é preciso que a banda larga seja uma realidade para todas as regiões e não apenas para as grandes metrópoles.

Um comentário:

  1. Maria Helena: acredito que além de vontade e querência, precisamos de uma estrutura técnica qualificada para que haja essas cibercidades, conectividade e que de fato, sujeitos conectados no ciberespaço existam e se constituam profícuos e interativos!
    Abraços!

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