A
Cibercultura como Território Recombinante
A cada momento que passa temos a sensação
que as tecnologias de informação e comunicação avançam em direção a um futuro o
qual não conseguimos vislumbrar, tal o alcance que essas mudanças têm atingido.
Temos a certeza sim, que essas transformações na sociedade são irreversíveis e
que, a comunicação coletiva e a troca de informações através das mídias “pós-massivas”
e das tecnologias móveis estão cada vez mais exigindo a imersão das pessoas no
ciberespaço. Ou por necessidades pessoais ou por interesses profissionais ou
ainda puro prazer de conectar e interagir com pessoas a qualquer hora e em
qualquer parte do planeta, a verdade é que esse número cresce a cada dia. Já a
geração Y, ou seja, pessoas nascidas após 1980, participar do mundo digital é
algo inerente à sua condição de elemento da sociedade pós-moderna.
Sobre o artigo de André Lemos, cujo
título reproduzi acima, o autor caracteriza a Cibercultura ou cultura
contemporânea através dos princípios da liberação do pólo da emissão, da
conexão em rede telemática e da reconfiguração ou remediação da indústria
cultural massiva. Ao contrário do que acontecia diante dos meios de comunicação
em massa em que o público apenas era o receptor das informações, a Cibercultura
como território recombinante possibilita a partilha de conhecimento entre os
receptores e emissores de forma que todos possam interagir com todos, emitindo opiniões, trocando ideias, bem como criando
e ampliando as recombinações de informações. Na sociedade contemporânea, a
reconfiguração das práticas sociais se dá nos territórios informacionais
digitais. Nesses espaços invisíveis, isto é, que não são físicos, é possível
controlarmos as informações que emitimos e as que recebemos através dos sites,
blogs, podcasts, assim como os celulares e os laptops. Esse controle acontece
mediante a criação de senha pessoal que permite o acesso restrito a esses
ambientes virtuais.
A
cultura digital pós-massiva e a tecnologia móvel têm promovido na sociedade da
informação o multiculturalismo, uma vez que podemos nos relacionar com pessoas
de diversas culturas. Esse rompimento de fronteiras consiste na
desterritorialização cultural. Mas, se por um lado acontece a
desterritorialização, por outro, vivenciamos a criação de novos territórios
como é o caso do controle através de senhas pessoais.
Muito legal seu texto!
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