segunda-feira, 26 de março de 2012


A Cibercultura como Território Recombinante

       A cada momento que passa temos a sensação que as tecnologias de informação e comunicação avançam em direção a um futuro o qual não conseguimos vislumbrar, tal o alcance que essas mudanças têm atingido. Temos a certeza sim, que essas transformações na sociedade são irreversíveis e que, a comunicação coletiva e a troca de informações através das mídias “pós-massivas” e das tecnologias móveis estão cada vez mais exigindo a imersão das pessoas no ciberespaço. Ou por necessidades pessoais ou por interesses profissionais ou ainda puro prazer de conectar e interagir com pessoas a qualquer hora e em qualquer parte do planeta, a verdade é que esse número cresce a cada dia. Já a geração Y, ou seja, pessoas nascidas após 1980, participar do mundo digital é algo inerente à sua condição de elemento da sociedade pós-moderna.
      Sobre o artigo de André Lemos, cujo título reproduzi acima, o autor caracteriza a Cibercultura ou cultura contemporânea através dos princípios da liberação do pólo da emissão, da conexão em rede telemática e da reconfiguração ou remediação da indústria cultural massiva. Ao contrário do que acontecia diante dos meios de comunicação em massa em que o público apenas era o receptor das informações, a Cibercultura como território recombinante possibilita a partilha de conhecimento entre os receptores e emissores de forma que todos possam interagir com todos,  emitindo opiniões, trocando ideias, bem como criando e ampliando as recombinações de informações. Na sociedade contemporânea, a reconfiguração das práticas sociais se dá nos territórios informacionais digitais. Nesses espaços invisíveis, isto é, que não são físicos, é possível controlarmos as informações que emitimos e as que recebemos através dos sites, blogs, podcasts, assim como os celulares e os laptops. Esse controle acontece mediante a criação de senha pessoal que permite o acesso restrito a esses ambientes virtuais.
         A cultura digital pós-massiva e a tecnologia móvel têm promovido na sociedade da informação o multiculturalismo, uma vez que podemos nos relacionar com pessoas de diversas culturas. Esse rompimento de fronteiras consiste na desterritorialização cultural. Mas, se por um lado acontece a desterritorialização, por outro, vivenciamos a criação de novos territórios como é o caso do controle através de senhas pessoais.   

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